Não canso de me divertir com os jargões criados em nossa insólita área de TI. A inventividade dos teóricos pode até ser bem intencionada, mas via de regra é distorcida no chão de fábrica.
Os dois últimos conceitos com os quais tenho me deparado reiteradamente são a sala de guerra e a sala de aceleração. Sei que o estereótipo do profissional de tecnologia é o do nerd, geek, cdf, ou qualquer outra gíria para identificar o sociopata que só se entende com livros, internet e vídeo-games, mas os conceitos dessas salas parecem realmente saltar de alguém que gastou no mínimo uma década de sua vida mergulhado em partidas de War ou algum RPG, e tem até hoje seus valores conduzidos pela Força Jedi.
Eu já falei para meus colegas que teria o espírito de porco de, se convocado para uma sala de guerra, alugar uma fantasia de marechal. Fico rindo sozinho me imaginando entrar fardado em uma sala cheia de pessoas com cara de conteúdo, mas não é qualquer farda, é daquelas com franjas na ombreira e com aquele chapelão de Napoleão.
Ou ainda participar de uma sala de aceleração caracterizado como Han Solo. Aí o coordenador da sala me sentenciaria:
— Temos que executar os 2.000 pontos de função desse projeto em 30 dias. A equipe será formada por você e mais um programador, além do analista de sistemas que estará de prontidão para tirar qualquer dúvida de negócio. O gestor do projeto também estará dedicado a esta sala.
E eu me permitiria uma licença poética, apesar de caracterizado de Han Solo, determinar um comando do Star Trek:
— Salto para dobra 8 em cinco minutos, senhor! Já vislumbro uma luz no horizonte, olha só…

















