Definitivamente o que mais vale em uma viagem é a jornada, as experiências adquiridas são um tesouro. Nessa semana surgiu mais uma pérola cuspida despretensiosamente por um colega de trabalho, um tipo de vernissage de um mestre renascentista. E o engraçado é que esses momentos justamente acontecem ao cabo de um contexto que parece que foi minuciosamente elaborado para preparar o gran finale.
Eis que eu e outro colega comentávamos sobre um assunto surgido em uma lista de discussão da qual fazemos parte. Pode um profissional de 2 ou 3 anos de experiência ser considerado sênior? Ponderávamos que o que forja o cabra na arte da guerra é o dia-a-dia. O treino é válido, mas o que ocorre no campo de batalha não consta nos manuais.
Passado alguns instantes, estávamos importunando um recruta recém chegado às fileiras da linha frente, um tipo de ritual cruel que ameniza as agruras do cotidiano da tropa, quando a gerente nos interpela em defesa do novato que havia realizado um trabalho sem se sincronizar com a equipe, o que redundaria em esforço adicional:
— Coitado do garoto, ele foi prestativo e quis adiantar o cronograma de trabalho!
E surge em tom meio indignado, meio resignado:
— Cronograma é como um ataque de jogo de futebol, se adiantar, é impedimento.

regra 1
As sonoras gargalhadas que se seguiram foram o “conforme queríamos demonstrar”. O sênior, antes de tudo, tem que ser versado na lida.

Pó pará!
16/08/2010 às 12:00 pm |
SENSACIONAL!!!