Aos dez dias do primeiro mês do ano de dois mil e onze da era cristã perdi um bom colega. Não posso dizer que fomos grandes amigos, pois tive pouco tempo de convivência no trabalho, e ainda assim em departamentos diferentes. Mas posso dizer que no pouco tempo em que convivemos compartilhávamos a sagrada hora do almoço, aquela hora de paz entre o início da batalha do dia e seu fim melancólico, mas recompensador. E é incrível como essa hora é importante, a ponto de tatuar na minha memória um período de anos.
Esse colega faz parte do caldo de situações cotidianas que venho relatando aqui. Como já disse, este blog não tem pretensão nenhuma, mas é um subterfúgio para perenizar alguns acontecimentos, quase sempre com finais engraçados, mas que têm em sua essência uma certa carga de angústia e frustração, e como esse aspecto é a cara desse meu colega!
Ao Guima, com carinho.